Onde estão todos?

A cada dia que passa encontro mais pessoas na web que se propõem a “permanecer”. Pessoas que como eu, buscam coisas concretas e que se preocupam mais em viver as pequenas alegrias da vida à viver “intensamente” e de forma qualquer.

Vejo pessoas que buscam relacionamentos verdadeiros, onde a amizade vem em primeiro lugar e que a qualidade é mais importante do que a quantidade.

Vejo pessoas que buscam mais o interior do que o exterior das pessoas, que acham que se amar é algo essencial para uma vida completa.

Pessoas que creem que viver é algo muito mais profundo do que o mundo dita ser.

Mas a minha grande questão é: onde estão essas pessoas?!

Claro que conheço alguns que compartilham desses valores, conheço outros que buscam mais do que veem por aí e que estão dispostos a pensar diferente. Mas eles não são a maioria, infelizmente.

Então me sinto uma sonhadora de causa perdida. Alguém que, nesse tribunal, acaba por simplesmente ver seu caso sendo descartado pelo juri formado por pessoas previamente escolhidas. E sinceramente não sei o que fazer.

Continuo a achar o céu uma das obras mais lindas de Deus. Continuo a me impressionar com o pôr do sol e com o nascer do sol e me impressiono mais ainda com os nomes que damos a essas ações (um professor meu me disse uma vez que a língua portuguesa é uma língua para amantes, pois em nenhum outro idioma o sol se põem ou nasce a casa dia). Mas ainda acho que sou uma das poucas a ver a beleza da cidade a noite. Sou a única que percebe o quão maravilhosas as crianças podem ser quando tem liberdade para isso, o quanto o amor delas é sincero e desinibido e quanto nós mesmo as podamos conforme elas crescem.

Onde estão todas as pessoas que choram quando tem a oportunidade de ver o céu estrelado?! Onde estão todas as pessoas que sorriem quando a chuva começa a cair devagarinho, com cara de quem quer ser apreciada? Onde estão as pessoas que param para ouvir as músicas que tocam os corações?! Onde estão as pessoas que saem a noite para dançar como se não houvesse amanhã?!

Eu queria que mais pessoas lessem como fosse o primeiro livro, dancem como se fosse a última valsa da noite, que cantem mesmo sem saber cantar (porque o importante é cantar e não ser afinado). Que cada abraço seja o primeiro e o último. Que cada sorriso seja único. Que cada momento com aqueles que amamos seja de uma simplicidade e recheado de amor como sempre pensamos que poderia ser. E mais, que possamos nunca estar prontos para o que Deus tem de melhor para nós.

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