Sobre look do dia e love yourself – sem pressão.

Sempre que posto uma foto de look do dia (que mainstream isso, né?), costumo observar uma onda de comentários sobre a foto. Nada pejorativo – ainda que eu não me importe. É sempre uma leva de comentários incentivando a postagem de fotos assim. 

Ouço sempre que deveria levar as postagens do blog pra esse lado – posts de looks, dicas e tudo mais que rege o universo dos grandes blogs. Nunca realizei esse desejo alheio, tão pouco postei alguma foto assim fora do Instagram (lá eu me dou ao luxo de postar tudo que bem entendo).
Hoje, isso vai ser diferente. Vou explicar a razão de nunca ter postado e assim, postar diversas combinações de Jéssica.

Qual o problema, ao meu ver, desse tipo de postagem/blog? Acho impessoal, pouco articulado e muito engessado. Acaba que não digo nada que possa acrescentar – de verdade, a vida de alguém. É só uma foto, com roupas legais, comentários legais e só. Não que isso seja ruim! Elogios fazem bem, pro corpo, pra alma… Porém, pra mim, se torna uma relação de troca vazia. E não sou vazia.

Sou fora da casinha, desde sempre. Sempre desejei fazer a diferença, e diversas vezes minha diferença é na forma que me expresso – através das palavras, músicas e roupas. Desculpe aos que discordam, mas eu vejo nossa vestimenta como oportunidade diária de expressão de arte – posso dizer tudo, ou nada, através de uma simples camiseta.
Por essa razão, não consigo só postar um mero look do dia.

Eu gosto de como me visto. Gosto das combinações malucas das minhas roupas. Gosto de ter todos os estilos e usá-los no momento que bem entendo. Quando olho no espelho, eu gosto do que vejo. Não da produção ou dos acessórios em si. Gosto da atitude da pessoa que os usa.

Nem sempre foi assim. Já me escondi atrás de calças jeans e moletom. Camisetas largas e tênis. Mas isso só acontecia porque eu não gostava de mim o suficiente pra demonstrar que eu posso usar a roupa que eu quiser. Posso fazer a hippie, a clássica e a folk na mesma semana. Posso usar saia longa tendo pernas curtas ou brinco grandão mesmo sendo pequena.

Com o tempo, entendi que posso sim, mostrar ao mundo a que vim, através do que visto. Com cropped top, vestido de noite, de rasteira, saia longa ou bota. Eu uso tudo o que me faz bem. Porque eu estou bem. Eu me amo. Amo o que visto. Amo quem sou.

E a coisa mais deliciosa desse “love yourself” é se amar real – sem pressão, sem frase motivacional, sem chuva de confetes. É só vestir uma camisa vermelha e branca, uma saia preta e parar na Paulista pra tirar foto – simplesmente porque eu amo tudo isso em mim.

Sou gorda? Sou sim. E muito estilosa, graças à Deus.

 

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