Resenha literária: Espada de vidro de Victoria Aveyard

O que dizer sobre esse livro que mal foi lançado, mas que já foi lido amado e odiado pela minha pessoa?

Bem, Espada de Vidro é a continuação de A Rainha Vermelha, livro de estreia da autora norte-americana Victoria Aveyard. Ambos os livros foram lançados aqui no Brasil pela Seguinte (Selo jovem da Companhia das Letras).

Espada de Vidro narra a história de Mare Barrow depois que ela descobre que possui uma mutação genética que faz com que ela, uma pessoa de sangue vermelho, possua poderes mais fortes dos que as pessoas de sangue prateado, conhecidos também como a nobreza de Norta, país em que toda a história acontece.

Em A rainha Vermelha, Mare é forçada a assumir uma nova identidade para esconder ao mundo que seu sangue é vermelho. A realeza prateada acaba por temer que Mare e sua mutação sejam precursores de uma revolta dos “vermelhos” contra os “prateados”. Mare também acaba se apaixonando por Calore, principe herdeiro do trono de Norta. Mas não vou entrar em muitos detalhes porque não quero dar spoiler algum nem de A rainha Vermelha e nem de Espada de Vidro.

A maior questão em que podemos comparar essa serie com qualquer outra é o simples fato da protagonista acabar por se tornar o rosto da revolução, lembrando um pouquinho de Katniss Everden de Jogos Vorazes. Porém, apesar dessa pequena ligação Mare se disntingue em muitas coisas de Katniss.

Apesar de sua força, em Espada de Vidro, fica muito claro o quanto Mare não está preparada para algumas decisões e como as coisas que acontecem em sua vida a auxiliam a formar seu carater. Uma serie de coisas que acontecem fazem com que ela tenha a possibilidade de enxegar o mundo de formas diferentes, ela percebe que o fato de a pessoa ter sangue vermelho, prateado ou ambos não necessáriamente é algo que se deva levar em consideração no momento de observar o carater de uma pessoa.

Se levarmos esse tipo de discussão a frente, fica claro onde Victoria quer nos levar. Em um mundo como o nosso, infelizmente, é muito comum ver quantas discussões ainda temos em relação ao preconceito seja ele racial, de genero ou religioso. A nossa sociedade, mesmo que distinta da sociedade de Norta, ainda acha que uma determinada classe social merece mais respeito e atenção porque possuem determinadas características e acabamos por julgar o nosso próximo sem ter a minima noçao da história dele.

Voltando ao livro, apenas posso dizer que a escrita de Victoria Aveyard sofre leves transformações, fazendo com e leitura mude de nível também. É praticamente impossível largar essa história, é necessário ler do começo ao fim de uma vez, mas o gosto de quero mais continua. Mal posso esperar para ler o próximo.

Novamente, Espada de Vidro foi publicado pela Seguinte (Selo Jovem da Companhia das Letras) e está disponível desde o inicio dessa semana. A capa contém a mesma arte da capa norte-americana e segue o mesmo padrão prateado de A rainha vermelha. A edição é impressa em Pólen Soft (como não amar), e ainda vem com um marca página para você recortar.

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