Resenha literária: A elegância do ouriço de Muriel Barbary

Devo dizer que ler A elegância do Ouriço foi uma grata surpresa. Para o segundo livro do ano, ele foi, simplesmente, maravilhoso para a época de mudanças pessoais que venho empregando em minha vida há um tempo.
A elegância do ouriço conta a história de Renée, uma concierge, trabalha e mora em um edifício em um bairro nobre de Paris. Renée é viúva e esconde um grande segredo.  Por trás da fachada de senhora limitada que vive com um  gato, está uma verdadeira senhora apaixonada por livros, informações e filmes. Para todos os que vivem no nº 7 da Rue de Grenelle, Renée, não passa de uma senhora que mal sabe o próprio nome.
A história então gira em torno de Renée, seu segredo e os moradores do edifício. Felizmente, a história dá destaque também a mais um personagem que mora nesse prédio. Paloma, uma garota de 12 anos e meio que tem a ideia de que deve se suicidar por não acreditar que a vida proporciona uma verdadeira experiencia para quem a vive.
No inicio, a história parece não sair do lugar. Renée conta como os moradores do prédio não a veem e como eles realmente não observam nada que esteja além de sua visão limitada do mundo. Paloma conta como é difícil esconder das pessoas o quão inteligente é e o quão aborrecida fica com a elite que vive ao seu redor.  O leitor começa a entender o rumo da história a partir do momento em que se deixa levar pelos pensamentos dessas duas personagens. É realmente complicado entender como a visão delas pode ser a nossa e ainda como muito do que se diz faz o perfeito sentido.
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Não vou entrar em detalhes, pois acho que o fato de eu ter sido a primeira dos meus amigos a ler um livro desse porte foi algo que me fez um imenso bem. Esse foi o primeiro livro que eu marquei com marca páginas os trechos que mais me tocaram. Devo dizer que foram muitos e que já me propus a ler ele uma segunda vez (em um futuro mais ou menos distante) para retirar alguns desses marca páginas.
Mas devo dizer que, em uma escala de 0 a 10, essa obra merece nota 11. Foi um livro que me fez pensar, me fez observar e mais do que tudo, me fez indagar. Acho que fazia tempos que não encontrava um livro assim.
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Sobre a edição que tenho, ela foi publicada pela Companhia da Letras em 2008 e é uma edição simples. Folhas amareladas, acabamento em brochura simples e do tamanho comum para livros. 352 páginas. E a arte da capa foi feita por Kiko Farkas Elisa Cardoso/ Máquina Estúdio.
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