Os 20 passos para se encontrar

Durante toda a minha vida sempre acreditei que o amor poderia resolver qualquer questão ou solavanco da vida. E realmente ele pode. Claro, que pode, o seu amor-próprio pode tudo! Uma vez, durante um relacionamento conturbado, uma amiga me disse: “Você tem que parar de ser Madre Teresa de Calcutá”. Naquele momento eu não entendi a razão dela ter utilizado essa metáfora. Porque diabos ela está me comparando a Madre Teresa de Calcutá, se nem sou tão boa assim?

E ali estava o meu problema.

Eu era boa demais.

Depois que esse relacionamento conturbado, e digo de passagem, aquele que deixou mais marcas dentro do meu coração terminou, assim como todos os outros, eu compreendi aquela frase. Eu compreendi realmente o que minha amiga queria dizer com aquela frase. Era um sentido figurado, não literal das palavas. Eu nunca tinha percebido aquilo em mim: eu sempre, em todos os meus relacionamentos amorosos, exaltava as qualidades da outra pessoa e me anulava como pessoa.

Sim, eu me anulava completamente.

Eu deixava de ser aquela pessoa determinada e centrada, e passava a inutilmente ver no outro só aquilo que eu queria ver, apenas as coisas boas. E não percebia que apenas me envolvia com pessoas viciosas.

Pessoas viciosas. E eu, imperceptivelmente, me tornei uma pessoa viciosa.

Pessoas viciosas se tornam dependentes das outras pessoas, se tornam ofuscadas e se sentem inferiores, incapazes de conseguir algo. E, aos poucos, eu fui me tornando esse tipo de pessoa.

Recorda-se quando tampava seus olhos para não ver o escuro porque tinha medo quando era criança? Foi o que eu sempre fiz em todos os meus relacionamentos.

Eu fechava os meus olhos para aquilo que era vicioso e só me permitia ver aquilo que era agradável aos olhos. Aquilo que reluz. E esqueci daquela tal fábula que diz: “nem tudo que é reluz é ouro” e isso é verdade.

Eu me envolvi com pessoas que sempre me colocaram em segundo lugar. Me envolvi com pessoas que me tratavam como posse e propriedade. Me envolvi com pessoas que me traíram porque eu permiti que fizessem isso pelo simples fato de que não suportaria perdê-las. Me envolvi com pessoas que me desprezavam, humilhavam e me faziam sentir a pior pessoa do mundo… Por qual razão? Porque eu achava que isso era amor.

Eu achava que amor era chorar todas as noites e no outro dia agir como se nada tivesse acontecido. Eu achava que amor era você cuidar mais do outro do que de você mesmo.

E o amor não é isso.

Você não precisa se contentar com o pouco que recebe. Você merece mais. Muito mais mesmo! O comodismo e aquela vontade de que dê certo porque você quer modificar ou mostrar para aquela pessoa que está ali, disposta e de peito aberto, só atrai você para trás, porque você esquece o fato de que também merece que o outro também lute e esteja ali com você, da mesma forma, com a mesma intensidade e que principalmente cuide de você.

E eu demorei para perceber isso.

Eu demorei para perceber que amor é cuidado. Amor é se importar. Amor é relicário! E demorei para perceber que o meu amor-próprio é o meu relicário.

É hora de se encontrar! O momento de ser feliz é agora. A sua felicidade não pode depender de ninguém além de você mesmo.  A única pessoa que deve preencher todas as suas expectativas é você. A única que pode realizar seus sonhos é você. A única pessoa que pode te amar incondicionalmente é você.

Se baste. Se liberte das próprias algemas. Se ame!

E que venham os 20 passos para se encontrar.

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