Eu sou uma apaixonada por palavras. Pelas ditas, pelas escritas. Por todo tipo de palavra.
Lembro da minha infância, e de como era péssimo não entender o que estava escrito nas faixas ou nos outdoors. O fato de não entender o que as letras queriam dizer era algo que eu não aceitava – e isso foi o que me motivou a aprender ler e escrever antes mesmo de ir pra escola.
Sim, eu fui alfabetizada em casa – aprendi a ler e usava isso todos os dias, e com a escrita não foi diferente. A primeira coisa que aprendi a escrever foi o meu nome e desde esse momento, o escrevi por todos os espaços que tive a oportunidade – o que me gerava problemas, porque haviam aqueles dias que o mais perto de uma oportunidade para escrever se chamava parede, e minha mãe nunca foi fã desse tipo de demonstração “artística”.
Devido a esse amor pelas palavras, eu comecei a escrever diariamente, e então minha mãe me presenteou com o meu primeiro diário, que continha escritos infantis e que me deixam saudades “hoje eu fui no centro e comprei uma boneca. O nome dela é Isabela.” Eu ainda tenho a Isabela. E tenho saudade dessa época, que eu escrevia tão despretenciosamente.
Na infância toda, e boa parte da minha adolescência os diários continuaram a ser meus melhores amigos. Eu sempre tive mais facilidade em me expressar com a escrita – ainda que na fala eu sempre tenha sido boa, na escrita eu tenho a liberdade de falar sobre TUDO o que o coração sente, e isso sempre foi motivo crucial para continuar a escrevendo.
Com a adolescência, descobri uma nova ferramenta de escrita: os blogs. E eu posso te garantir: eu tive muitos deles. Muitos MESMO. E assim, eu continuava a minha saga com as palavras. Não me imaginava vivendo sem os seus detalhes, suas concordâncias e provérbios. Não me imaginava vivendo uma vida em que eu não poderia escrever diariamente, colocando no papel – ou na tela de um computador – como foi o meu dia, o que penso sobre as coisas da vida e minhas constantes reclamações.
Foi esse amor por palavras que me fez decidir a faculdade que gostaria de fazer. Jornalismo. Sim, escrever todo dia, por prazer, por amor, como trabalho e também hobbie.
Mas o tempo muda nossos planos, assim como Deus. Eu não entrei num curso de jornalismo. Entrei num curso que não “fazia meu tipo”, onde escrever não fazia parte do cotidiano. E quando começou a fazer – alô, TCC – eu me descobri uma amedrontada com as palavras. Sim, eu. Jéssica, apaixonada por palavras, com medo delas. Escrever se tornou um peso. Cada capítulo terminado era a sensação de liberdade cada vez mais perto. E enfim, ela chegou.
Eu tirei 10 no TCC. E no fim, o meu medo das palavras se transformou numa emoção tão suprema, que me deixou sem palavras – e muitos sabem, isso é raro.
E hoje em dia, nesses meus 23 anos de vida. E ao menos 19 anos amando e usufruindo da escrita, vejo que minha motivação para escrever ficou escassa, quando as coisas saíram diferente daquilo que eu planejava. Eu imaginava que eu amava as palavras, pelo simples fato de querer um dia trabalhar com isso. Imaginava que esse amor estava ligado à fatores externos, quando na verdade, isso tudo sempre esteve dentro de mim.
Eu sou apaixonada por palavras.
Não sou jornalista. Nem escritora.
Sou arquivista. Porém, apaixonada por cada letra desse vasto alfabeto. Apaixonada pela chance de transformar sentimentos em textos.
Eu amo o que faço aqui – porque eu não tenho obrigação nenhuma de escrever. Eu escrevo por amor. Sempre foi assim – inclusive no TCC.
Escrever é parte de mim.
Oi inspiração, que bom te ver por aqui….

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