É urgente o amor

Em determinados momentos nos esquecemos de qual o nosso verdadeiro propósito neste mundo. Esquecemos a verdadeira essência da vida. Esquecemos aquilo que é o mais importante. O amor. Esquecemos o verdadeiro sentido da palavra amor.

Ao procurarmos o significado dessa palavra no dicionário nos deparamos com a seguinte redação: a.mor (ô) sm. 1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem. 2. Sentimento de dedicação absoluta de um ser ao outro, ou a uma coisa. 3. Inclinação ditada por laços de família. 4. Inclinação sexual forte por outra pessoa. 5. Afeição, amizade, simpatia. 6. O objeto do amor (1 a 5).

Ante a explicação, observamos que o significado da palavra amor é amplo, podendo ser exemplificado de qualquer forma ou ser sentido de formas diversas. Porém, em muitos momentos, com as distrações e ilusões do mundo, nos esquecemos de exercitar diariamente este grande sentimento.

Uma palavra não dita. Um abraço não dado. Um dia que não compartilhamos com aquela pessoa. Um simples gesto. Um simples dia. E talvez, senão aproveitarmos os pequenos momentos que nos são disponibilizados, jamais teremos a oportunidade de exercitar e principalmente demonstrar tudo aquilo que sentimos e nutrimos pela outra pessoa.

E talvez seja tarde demais.

Correrias do dia a dia, tarefas intermináveis e compromissos inadiáveis… Ou por sentimentos alojados em nossos corações de ordem imperdoável, pelo fato de a pessoa ter nos machucado, ter nos dito coisas que no momento classificamos como “imperdoáveis”, ter feito algo que faz com que nos afastemos… Poderíamos classificar inúmeras coisas que nos deixam de sentir, permitir e transmitir o amor.

E quando deixamos de sentir, permitir e transmitir todo o amor que sentimos por alguém, em razão do fato que for, deixamos de nos permitir. Sim, de nos permitir, como também sentir e transmitir.

Deixamos de permitir que o perdão seja sentido e transportado até a outra pessoa. Deixamos de exercer o bem mais precioso que Deus, em sua graça infinita, nos presentou. Deixamos de sentir qual o verdadeiro sentido de amar e fazer o bem a outrem. Deixamos de transmitir aquilo que somos e sentimos porque nos trancamos em nossos próprios medos, inseguranças, erros nossos e dos outros que julgamos imperdoáveis, desconfianças e imaturidades.

Por isso, apesar de tudo que possa ocorrer, jamais deixe de exercer o verbo “amor” em todos os momentos da sua vida. Ame nos momentos fáceis como também nos momentos difíceis. Ame quando a pessoa mais precisar, mas também quando ela menos precisar. Ame nas facilidades, mas principalmente ame nas dificuldades. Ame em meio a palavras doces, porém ame também nas palavras amargas proferidas. Ame. Simplesmente ame.

Não se repreenda. Não se martirize. Não se prenda. Não se perca.

Principalmente não desperdice o melhor da vida. Demonstre a todo tempo o quanto aquela pessoa é importante para você e para sua vida. Às vezes, nós que nos impossibilitamos de amar alguém com a necessária profundidade que é necessária.

Deixamos dias correrem sem ao menos visitar aquela pessoa, em razão de tarefas e compromissos inadiáveis. Deixamos palavras sem serem ditas pelo simples fato de nos “envergonhar” de demonstrar sentimentos ou nos repreender pela justificativa de que: “é melhor não se expor; melhor guardar para mim”, e assim oportunidades se esvaem, deixam de existir. Sempre pensamos que teremos o amanhã… E se esse amanhã não chegar? E se a oportunidade de expressar tudo o que se sente não mais existir? Não deixe oportunidades passar.

Não deixe de dizer “eu te amo”; não deixe de praticar gestos para que o outro se sinta importante, essencial e insubstituível em sua vida; não deixe as distrações e ilusões do mundo o convencerem de que há bens materiais que sejam mais importantes do que dedicar uma parcela do seu tempo a todos aqueles que dedicaram uma vida por você ou os que também dedicaram uma parcela do tempo e do amor que nutrem por você. Não deixe momentos serem desperdiçados. Dedique-se!

Sentimento de dedicação absoluta de um ser ao outro. Isso é o amor.

Urgentemente 

É urgente o amor
É urgente um barco no mar. 

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas. 

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras. 

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer. 

Eugénio de Andrade, in “Até Amanhã”

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