Nós não temos respostas pra tudo.

Eu sempre fui curiosa. Na escola, os professores sempre disseram que isso me levaria longe, que faria a diferença em meus estudos, na minha profissão. Na minha vida.
No início, era simples ser curiosa. Quando somos mais novos, as dúvidas não são grandes monstros de 7 cabeças. São coisas simples, que trazem respostas simples. E simples também era a felicidade que sempre me preencheu por obter respostas.
E então crescemos.
As dúvidas também.
Nunca deixei de ser curiosa – e meu namorado adora usar disso pra ficar me deixando ansiosa – mas o fato é que quando crescemos, é necessário administrar a curiosidade.
Chega um momento da vida que as perguntas ficam mais complexas. E complexas também se tornam as respostas. E as pessoas não lidam facilmente com essa complexidade. A alegria de ter mais conhecimento também é complexa – embora feliz, muitas vezes eu me sinto confusa ou bagunçada.
Eu observo as pessoas. Apesar de não aparentar, gosto bastante de simplesmente me  sentar e observar o mundo ao meu redor. E nessas observações acabei constatando que a curiosidade – aquele veículo impulsionador, segundo minha professora, era bastante nocivo para algumas pessoas.
Para mim, a curiosidade teve um poder destruidor. Eu sempre gostei de ter as respostas das minhas dúvidas, mas o fato de não tê-las nunca me tirou o sono. Posso saber? Ótimo. Está além da minha alçada? Ok, me esforçarei para pertencer a tal alçada, caso contrário, simplesmente abrirei mão. Respostas não são tudo.
Me lembro de cada vez que não pude sanar minha curiosidade. Em vez de ficar furiosa ou frustrada, simplesmente me esforçava e corria atrás dos meus objetivos por mim mesma. Sempre foi assim com tudo que quis aprender. Não ter as respostas na mão sempre foram um impulso pro meu próprio crescimento.
É. Acho que entendi.
Nunca precisei das respostas. Nós não precisamos das respostas pra tudo.
Precisamos de algo que nos impulsione a ser o melhor que pudermos ser. Não é necessário entender o porque e a razão de tudo.
É professora, você tinha razão.
A curiosidade ia me levar longe. Me levou pra longe da menina mimada que eu costumava ser.
Obrigada pela dica.

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