Just like her!

Quando eu era pequena, meu sonho era ser exatamente como ela. Sim, ela. Aquela menina branca de cabelos pretos e olhos claros que passava por mim na televisão, no cinema, nos outdoors e em todos os outros lugares do mundo.

Depois eu cresci, cheguei na tão sonhada adolescência e meu sonho se tornou maior. Eu queria ser exatamente como elas eram. Mas meu cabelo e minha pele não compreendiam esses sonhos. Não me leve a mal, eu não tinha nada contra a cor da minha pele ou contra o meu cabelo em si. Mas eu estava condicionada a não gostar de mim pelo o que eu era. Eu precisava ser diferente do que eu era, eu precisava ser igual as outras.

Mas de repente, encontrei pessoas que me mostraram quem eu era de verdade. Pessoas que amam o meu cabelo da forma como ele é e amam minha pele mais do que eu mesma. Com eles vi que aquela garota, nem sempre é tão feliz com o que tem como aparenta. E que muitas vezes, ela sonha em ter um cabelo como o meu. Há! Quem diria não é mesmo?!

Dessa forma, acabei percebendo que nós, mulheres, nunca estamos felizes o suficiente com a nossa aparência ou com o que temos. Nos comparamos com aquela garota em especial e com aquelas milhares que vemos em revistas, televisões e internet. A bem verdade é que chega uma hora em que é necessário encontrar alguém que te diga que você é bonita como você é. Que não é necessário se privar de nada do que gostamos apenas para ser da forma que as “pessoas” querem que sejamos.

Posso me achar gorda, porque há pouco tempo atrás eu usava calças 38 e agora não uso mais. Mas isso não quer dizer que eu tenha me tornado um monstro, só quer dizer que deixei de cuidar de mim um pouco e que agora devo tomar conta da minha saúde.

Uma coisa é nos esforçarmos para manter o nosso corpo saudável outra coisa é nos matarmos para parecer uma modelo da victória secrets. Para ser mais sincera ainda, um amigo meu disse que não conhece homens que fazem tamanha questão de ter uma namorada que pareça modelo, pelo contrário, diz ele que nada o deixa mais feliz do que passar uma tarde com a sua namorada, em casa, assistindo futebol, sem que ela esteja com salto alto e muita maquiagem no rosto.

Isso me faz pensar que talvez, apenas talvez, estejamos lutando umas contras as outras por nada. E pode ser que o escolhido nem mesmo ligue para o fato de eu não gostar de sertanejo e nem mesmo se importe com as minhas gordurinhas.

Eu não quero mais ser como ela, como a garota da casa ao lado que tem cabelo liso, que veste roupas curtas e que escuta funk nas baladas. Quero ser apenas eu, com meus livros e filmes, em um pijama confortável ao lado daquele que me ama da forma que sou.

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